OS DOIS LADOS DA GUERRA CIVIL

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OS DOIS LADOS DA GUERRA CIVIL

MARANGONI , ADRIANO 

Livro

Os Dois Lados da Guerra Civil Uma análise histórica e filosófica do maior conflito entre super-heróis TUDO o que você precisa saber para entender a saga! Guerra Civil é uma série crossover da Marvel, um conflito de proporções épicas entre todos os super-heróis e vilões, que ressoou em todo o universo mítico da editora. Neste livro, os autores analisam por que a postura ideológica dos personagens diz tanto sobre conceitos que abrangem o Estado, a Liberdade, a Segurança, a Tolerância e o Preconceito — lendo-o, é possível compreender todas as nuances dessa guerra já retratada em quadrinhos, literatura e cinema.

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Leia Um trecho

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Introdução

A série Guerra Civil, publicada original-mente nos Estados Unidos entre 2006 e 2007, é parte de uma longa sequência de histórias que reorganizaram o universo da Marvel Comics e trouxeram os seus personagens para o século XXI. Dois fatores são importantes para entender uma reviravolta editorial que culminou no final da década no sucesso global dos filmes blockbuster da Disney/Marvel Studios: o 11 de Setembro e o mercado editorial da virada do século.
Em 2001 as torres gêmeas do World Trade Center em Nova York foram atingidas por dois aviões comerciais sequestrados por fundamentalistas islâmicos. O ataque foi transmitido ao vivo para o mundo todo e a imagem da destruição da cidade, lar de quase todos os heróis da Marvel e tantas vezes retratada em filmes, causaram comoção e revolta, embora o massacre possa ser visto como uma reação ao imperialismo dos Estados Unidos que se impõe econômica, cultura e militarmente frente ao mundo. Imediatamente duas ideias voltaram a se manifestar com força no imaginário dos norte americanos: a personificação de um inimigo externo e a paranóia conspiratória.
Inimigos externos são um mote poderoso para a construção e manutenção da unidade nacional (NEGRI & HARDT, 2001). As narrativas épicas de heróis que defendem a pátria são bússolas morais que cristalizam posturas e valores, criam identidade e senso de propósito coletivo. A criação do Capitão América por Jack Kirby e Joe Simon para a Timely Comics em 1941, como resposta moral ao nazismo, no contexto da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) se opondo a Hitler de forma direta, e a criação dos heróis atômicos e científicos da Marvel na década de 1960, no contexto da Guerra Fria, fazendo um contraponto cultural e tecnológico frente a União Soviética, são exemplos desse tipo de narrativa que emerge em momentos mais agudos de conflito. Já as teorias conspiratórias são uma característica peculiar dos Estados Unidos, sensivelmente visíveis no século XX, haja vista o “medo vermelho”, um espírito anti-comunista acentuado e propagado pelo Senador Joseph Mc-Carthy em 1954; ou então o sentimento conspiratório provocado pelo assassinato mal esclarecido de John F. Kennedy em 1963. Imediatamente após os ataques de 11 de setembro, hipóteses conspiratórias se espalharam com força pela internet, que naquele momento já era parte importante das comunicações e troca de informações. A hipótese de que o próprio governo dos Estados Unidos tenha planejado e executado o atentado às Torres Gêmeas para assim criar a ilusão de um inimigo externo, alimentaram a desconfiança dos cidadãos, levando a uma narrativa paralela de indivíduo contra o sistema, de relativismo e afirmação das liberdades individuais em oposição ao controle e a proteção do Estado.
O contexto editorial da Marvel no início do século XXI remonta ao início da década de 90 quando o mercado de quadrinhos vivia numa bolha. A criação da Image Comics por artistas de peso como Jim Lee e Todd McFarlane foi um golpe duro para as duas grandes editoras, que vinham repetindo a fórmula de heróis anabolizados, capas metalizadas de edição limitada e que inflacionavam o mercado na promessa de atingirem no futuro um valor alto. Uma coisa era você ter a primeira edição de 1961 do Quarteto Fantástico de Stan Lee e Jack Kirby, outra muito diferente era pagar mais caro pela edição número 1 de títulos caça níquel como Cable ou Longshot, na ilusão de que a mesma lógica se aplicaria a esses pretensos novos clássicos no futuro. Quando o marketing já não funcionava e a bolha estourou, as vendas de revistas caíram muito. Na tentativa de recuperar o mercado, em meados da década novas sagas dos heróis da empresa foram lançadas como a controversa Saga do Clone de 1994 e a Era do Apocalipse de 1995, bem como o reboot Heróis Renascem e o selo Marvel Knights de 1998. A venda de direitos para o cinema de suas principais franquias (Ho-mem Aranha e X-Men) também foi parte da estratégia para sair da crise econômica. Para aproveitar a mídia que os filmes receberiam, a editora lançou em 2000 o primeiro título da linha Ultimate, que revisitava e atualizava o material criado originalmente por Stan Lee e Steve Ditko para o Homem Aranha. Para isso a Marvel trouxe o escritor Brian Michael Bendis para seu quadro de criadores. Logo ele seria responsável simultaneamente pela série mensal do Demo-lidor, por um experimento no selo Marvel Knights chamado Alias (Jessica Jones) além do sucesso do universo Ultimate, como Ho-mem-Aranha que escreveu por 10 anos, e outro títulos.
Bendis, norte americano de Cleveland, Ohio, sempre foi um fã declarado da Marvel, que na adolescência novelizou os X-Men de John Byrne para um trabalho da escola e um pouco mais tarde enviou dezenas de roteiros para a editora na tentativa de conseguir um espaço. Desistiu dessa abordagem e começou em editoras pequenas como a Caliber, escrevendo histórias policiais de estilo noir. Passou pela Image em títulos derivados de Spawn até ser chamado pelo editor da Marvel, Joe Quesada, para escrever o título do Nick Fury do selo Marvel Knights (que nunca foi publicado). Quesada sugeriu o nome de Bendis para Ultimate Homem Aranha (aqui no Brasil essa série foi nomeada inicialmente de Marvel Millennium). 
Por causa do sucesso das séries que escrevia, Brian Michael Bendis foi chamado para capitanear a sequência de histórias que iriam re-desenhar o universo de personagens da editora. 
O sucesso dos filmes de seus principais títulos chamou a atenção da Marvel para um mercado global de potencial explosivo que ela não tinha como explorar, já que havia vendido os direitos de suas criações. Seria preciso inverter o jogo, trazer para o primeiro escalão da empresa seus personagens menores. Os Vingadores como equipe e seus membros, individualmente, tinham potencial, mas precisavam, antes de tudo, chamar a atenção, vender mais que os X-Men e o Homem Aranha. A saga Vingadores: A Queda (2004) e a Dinastia M (2005), ambas de Bendis, viraram a mesa trazendo os Vingadores para o centro do universo Marvel e reorganizando a franquia dos X-Men. Como escritor regular da série mensal dos Vingadores e uma série de outros títulos derivados, Bendis vai aos poucos ligando o grupo de heróis com o resto do universo Marvel, incluindo personagens do segundo e terceiro escalão em suas fileiras. Todo esse movimento chegou a seu ápice com a Guerra Civil de Mark Millar, que é posteriormente seguida por mais sagas escritas por Bendis como Invasão Secreta (2008), Reinado Sombrio (2009) e O Cerco (2009).
Mark Millar, escocês de Coatbridge, também era fã de histórias em quadrinhos na adolescência. Hábil tanto na escrita quanto nos desenhos, no início de sua carreira, Millar foi aconselhado pelo então já famoso Grant Morrison, a escolher entre desenhar ou escrever, já que seria improvável ter sucesso nas duas carreiras simultanea-mente. Millar seguiu o conselho de seu mentor, que o trouxe para as grandes editoras norte americanas. Posteriormente os dois romperiam devido a visões díspares do que seria um super-herói. Para 
Morrison super-heróis são deuses, utopias, energias que nos guiam, enquanto para Millar eles são armas de destruição em massa, a extrapolação do egoísmo e cinismo humanos. Morrison seguiu por seus multiversos cheios de referências e filosofias transcendentalistas, enquanto Millar construiu seu caminho de crítica política, desconstrução e sátira.
É nesse contexto que Millar foi convidado a trabalhar ao lado de Bendis na linha Ultimate da Marvel no título dos X-Men (2000) e dos Vingadores (Ultimates de 2002). Este segundo título, em parceria com o artista Brian Hitch, aclamado pelo público e pela crítica, rendeu muitos prêmios a Millar. Os personagens dessa série são versões cínicas dos Vingadores do universo regular, em um contexto político de globalização e imperialismo militar e cultural dos Estados Unidos. O tom e o sucesso da série levaram Millar a escrever Guerra Civil, revisitando os personagens em suas versões originais, colocando mais uma vez os Vingadores no centro do universo da Marvel – mas o crédito por essa saga não é todo de Millar.
Tudo começou em uma reunião com a cúpula editorial da Marvel Comics em 2005 na qual seria decidido o rumo do Universo Marvel nos próximos anos. Bendis teve a ideia de que os super-heróis teriam que entregar suas identidades secretas para a SHIELD. Millar então argumentou que a SHIELD já estava sendo usada demais, deslocando então a ideia para um confronto não entre super-heróis e uma entidade policial/militar governamental, mas uma luta de super-heróis contra super-heróis. Nascia então a Guerra Civil. Mas quem a desenharia?
A saga é o primeiro trabalho grande do artista canadense Steve McNiven para a Marvel. Essa parceria com Mark Millar foi repetida posteriormente em trabalhos como Old Man Logan de 2009 e Nêmesis de 2010. 
Nos EUA as sete edições mensais de Guerra Civil foram lançadas em um período de 10 meses devido a atrasos do artista, o que também atrasou muitas das edições ligadas a trama para que alguns acontecimentos não fossem revelados antes de aparecerem na história principal.
No Brasil, a Panini publicou a saga entre 2007 e 2008 em edições mensais recentemente relançadas em volume único. Além deste, a Panini publicou as histórias paralelas à trama principal em outros três títulos: no volume Guerra Civil Especial, dividido em quatro edições, Rumo à Guerra Civil, com narrativas preparatórias da trama, além de seis edições da revista mensal Novos Vingadores com design de capa especial, com histórias ligadas a saga, além de alguns cruzamentos da trama com outros títulos mensais. Como a maior parte dos títulos que são lançados nos Estados Unidos não são publicados em outros países, muita das narrativas ligadas a trama principal não chegaram ao público brasileiro.

 

 

 

Detalhes do produto:

ISBN: 9788582580639
Editora:CRIATIVO COEDIÇAO
Código de Barras
9788582580639
208 Páginas
Ano Publicação:2016
LITERATURA BRASILEIRA
Acabamento:Capa Mole
Idioma:PORTUGUÊS
Largura:16,00 cm
Altura:23,00 cm

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